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sexta-feira, 15 de abril de 2011

Tudo, todos e o todo - Carlos Rodrigues Brandão

Somos feitos de barro e do fogo
e por isso somos o desejo e o amor.
Fomos feitos de terra e de água
e assim somos eternos como a vida
e somos passageiros como a flor.
Somos a luz a sombra, o claro, a escuridão
a memória de deus, a história e a poesia.
Somos o espaço e o tempo, a casa e a janela
e a noite e o dia, e o sol e o céu e o chão.

Somos o silêncio e o som da vida.
O estudo, a lembrança e o esquecimento.
Somos o medo e o abandono.
A espera somos nós e somos a esperança.
Pois não somos mais e nem menos do que o todo
e nem somos menos e nem mais que tudo.
Somos o perene e o momento, a pedra e o vento
a energia e a paz, a vida criada e o criador.

Somos o mundo que sente, e irmãos da vida
somos a aventura de ser vida e sentimento.
E assim em cada ave que voa há nossa alma,
e em cada ave que morre, a nossa dor. 

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Apresentações (Seminários sobre Cartas- Oficina de Leitura e Escrita)

9º ano A
13-04 (4ª feira)

Grupo 1
Hingrid
Luana
Lídia
Cínthia
Ludielly
Tema: Filme: P.S.: Eu te amo!

Grupo 2
Vinícius Soares
Lucas Silveira
Tema: Filme: O resgate do soldado Ryan

Grupo 3
Nathalia
Maria Carolina
Eduardo
Lucas Kalebe
Raissa
Tema: Filme: Cartas de Iwo Jima

Grupo 4
Daniela
Gustavo
Weiky
Tema: Quatro garotas e um jeans viajante

Apresentações 15-04 (6ª feira)
Grupo 5
Amanda Resende
Isadora
Igor
Gabriel Moura
Guilherme
Matheus de Oliveira
Tema: Filme: Cartas para Julieta

Grupo 6
Victor Albuquerque
Gabriel Bazanela
Lorena
Isabela
João Luiz
Lara
Tema: Filme: Querido John

Grupo 7
Alvino
Rafael
Vytor
Arthur
Wesley
Manoel
Gabriel Soares
Tema: Filme: A casa do lago

* Cada integrante do grupo deverá entregar a resenha correspondente ao tema no dia da apresentação. Não serão aceitos trabalhos em outras datas!
*As notas serão individuais!
* Alunos que não comparecerem nos dias das apresentações ficarão sem nota.

Apresentações (Seminário sobre Cartas- Oficina de Leitura e escrita)


9º ano B
Apresentações 13-04 (4ª feira)
Grupo 1
Danillo
Caio
Leonardo Nogueira
Gustavo Alexandrino
Nestor
Tema: As cartas na literatura

Grupo 2
David
Guilherme
Johnatan
Matheus Arantes
Muriel
Tema: Filme: Cartas de Iwo Jima

Grupo 3
Amanda
Marcela
Lidyanne
Rebeka
Bruna
Gabriel
Tema: Filme: O carteiro e o poeta

Grupo 4
Ronni
Letícia Ferreira
Scarleth
Beatriz
Juliane
Tema: As cartas na música

Apresentações 14-04 (5ª feira)
Grupo 5
Maria Clara
Izadora
Yanca
Lavínia
Marília
Matheus Fernandes
Tema: Filme: Central do Brasil

Grupo 6
Nayara Lopes
Letícia Lopes
Luiz Fernando
Tema: Filme: Cartas para Julieta

Grupo 7
Lucas Pereira
Marcos
Marcelo
Leonardo Wilson
Maurozan
Tema: Filme: Uma carta ao pai

* Cada integrante do grupo deverá entregar a resenha correspondente ao tema no dia da apresentação. Não serão aceitos trabalhos em outras datas!
*As notas serão individuais!
* Alunos que não comparecerem nos dias das apresentações ficarão sem nota.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Opinião sobre as Avaliações

Alunos e alunas, o que você acharam das avaliações 
de Oficina de Leitura e escrita?
Quais foram as dificuldades? Sugestões? Críticas?
Em breve, postarei as avaliações de todas as turmas com comentários acerca das respostas, bem como do aproveitamento de vocês.
Espero trazer boas notícias!
Professor Luiz Fabiano 
Ps.: Deixem comentários. Lembrem-se de participar do blog!

terça-feira, 15 de março de 2011

Dr. Libério - O Homem Duplo de Bariani Ortencio

Ficha Técnica
Dr. Libério – O Homem Duplo
Autor: Bariani Ortêncio
Editora: Kelps
Páginas: 138
Ano: 1996

Sinopse: O Dr. Libério é um medico famoso e pesquisa as técnicas necessárias para um transplante de cérebro. Afetado por um problema neurológico grave orienta sua equipe para ser ele o primeiro paciente. Neste meio tempo, sua esposa tem um caso com Luciano, um corretor de imóveis. Movido pelo ciúme, Libério assassina o rival. Ironicamente, tem um ataque de sua doença neurológica e é encaminhado para ser receptor do cérebro de Luciano. 

Bariani Ortêncio é um autor radicado em Goiás, com uma boa aceitação de crítica e público na região, conhecido como autor de ficção policial. Uma das razões para eu me dispor a resenhar este livro é por fugir ao tradicional espaço da FC brasileira, que tem a maioria de autores produzindo em São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

O livro foi escrito nos anos 1970, no momento em o Dr. Zerbini ensaiava as primeiras incursões nos transplantes cardíacos. Esta é a primeira constatação que faço e que poderia dar origem a algum estudo mais aprofundado: quando há ciência em evidência, há ficção científica. Na mesma época, houve uma novela na extinta TV Excelsior, com Carlos Zara no papel principal, tendo como tema um transplante de cérebro.

O livro busca misturar os gêneros policial e ficção científica e está centrado no drama de Luciano, obrigado a habitar o corpo de seu assassino. Aqui temos o ponto forte do livro: Luciano, para os outros, é o Dr. Libério. Não pode sequer se aproximar de sua esposa e filhos, pois para eles, é um estranho. Olha todos os dias no espelho para o rosto de seu algoz. E, para complicar as coisas, ele corre o risco de ser descoberto e condenado por ser o assassino de si mesmo!
O texto é bem escrito, o autor sabe criar suspense e conduzir a narrativa, tornando a leitura interessante.
Fonte: blogdopainerd.blogspot.com

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Camilão, o comilão- Ana Maria Machado


Camilão, um porquinho esperto e guloso, passeia pelas páginas fazendo sua feira semanal. Só que o Camilão não é muito chegado ao esforço físico, então pede alimento a todos os bichos que encontra. Mas o que será que ele vai fazer com tudo isso? Ficou curioso? Pergunte aos alunos dos 6º anos A e B, pois eles já descobriram como essa história termina.

Em breve, postarei os desenhos, feitos pelos alunos, sobre Camilão, o Comilão.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

(7º ano)

PEGA LADRÃO, PAPAI NOEL!


(Marcos Rey)

Ele não era bem um Papai Noel, era mais um Santa Claus, pois trabalhava numa cadeia de lojas multinacional, a Emperor Presentes e Utilidades Domésticas, aquela grande, da avenida. Consta, inclusive, que fez um curso de seis semanas no próprio States para testar e aperfeiçoar sua tendência vocacional, obtendo boa nota, apesar de cantar o "Jingle Bell" com imperdoável sotaque latino-americano. Mas seu visual, mesmo sem uniforme, impressionou favoravelmente a banca examinadora: era gordo, como convém a um Papai Noel; tinha olhos da cor do céu e a capacidade de sorrir durante horas inteiras sem nenhum motivo aparente. Ora, um Papai Noel é isso: uma mancha vermelha que sabe rir e às vezes fala.
- Você está ótimo! - disse-lhe o chefe da seção de brinquedos. - As crianças vão adorá-lo!
Era véspera de Natal e a Emperor andava preocupadíssima com as vendas, inferiores ao ano anterior. E preocupada com outra coisa ainda: o incrível número de furtos, razão por que o Papai Noel além de sorrir e estimular as vendas teria que ser também um olheiro, um insuspeito fiscal de seção.
Ele passeava pelo atraente departamento de brinquedos eletrônicos, juntamente com seu sorriso, e acabara de passar a mão nos cabelos louros de um garotinho, quando viu. Viu o quê? Um homem, e mais que ele, sua mão surrupiando um trenzinho de pilha, imediatamente metido numa bolsa promocinal da Emperor. Interrompendo em meio seu sorriso, Papai Noel deu um passo firme e fez voz de vigia:
- Por favor, me deixe ver essa bolsa!
Nem todo susto é paralisante: o homem sem largar a bolsa, saiu em disparada pela seção de brinquedos, empurrando pessoas, chutando coisas, derrubando e pisando em brinquedos. Atrás desse furacão, seguia outro furacão, este encarnado, o Papai Noel aludido, que repetia em cores mais vivas os desastres provocados pelo primeiro. A cena prosseguiu com mais dramaticidade e ruídos na escadaria da Emperor, pois a seção de brinquedos era no sexto andar. No quarto pavimento Papai Noel chegou a grampear o ladrão pelo braço, mas este conseguiu escapar, livrando oito degraus entre o quarto e o segundo andares. Aí, novamente Papai Noel pôs a mão enluvada no fugitivo, mas um grupo de pessoas que saia do elevador poluiu a imagem e ele tornou a ganhar distância.
Na avenida a perseguição teve novos aspectos e emoções. A pista era melhor para corridas apesar de ainda maior o número de pessoas e obstáculos. O ladrão logo à saída da loja chocou-se com uma mulher que carregava mil pacotes, pacotinhos e pacotões. Foram todos para o chão. Um propagandista de longas pernas de pau fez uma aterrissagem forçada, que o aeroporto de Congonhas teria desaconselhado devido ao mal tempo. O Papai Noel também empurrava, esbarrava e derrubava, aduzindo ao seu esforço o clássico "pega ladrão!", um refrão tão comum na cidade que não entendo como ainda não musicaram. Na primeira esquina, quase... Um carro bloqueou a fuga do homem, que ficou hesitante pois seu colorido perseguidor se aproximava em alta velocidade.
Quando o ladrão do brinquedo entrou numa galeria da Barão, os espectadores, digamos assim, tiveram a impressão de que se livraram do Papai Noel. Mas, a câmera 2 logo mostrou o santo velhinho, entrando também na galeria com o mesmo ímpeto dos primeiros fotogramas. Aliás, embora corresse em milhas e o outro em quilômetros, não conseguia alcançá-lo.
Consta que Papai Noel perseguiu o ladrão inclusive pelo Minhocão, de ponta a ponta, onde é proibida a circulação de pedestres. Também sem resultado.
A história, que nem história é, podia acabar aqui, mas prefiro que acabe lá.
Lá, onde?
Naquele quarto de subúrbio.
Aquela noite, o ladrão, à meia-noite em ponto, deu para o filho o belo presente das lojas Emperor, o trenzinho de pilha que tinha luzes diversas e ainda apitava, excessivamente incrementado para qualquer garoto pobre.
O menino, que sabia dos apuros do pai, não recebeu alegremente a maravilha eletrônica.
- Papai, o senhor não devia ter comprado.
- Mas não comprei.
- Ahn?
- Ganhei.
- De quem?
- De Papai Noel, até. Bom cara. Nem precisei pedir. Ele correu atrás de mim e me deu o presente. Disse que a pilha dura três meses. Legal, não?

Festa- Wander Piroli (8º ano)- Tarefa 8º ano A e B

Pessoal, postem suas narrativas aqui - Comentários.
Atenção ao postar- Não se esqueçam de colocar nomes completos e , principalmente, a turma. As postagens serão aceitas até 03/03 (4ª feira). Então, mãos à obra!

Festa - Wander Piroli

Atrás do balcão, o rapaz de cabeça pelada e avental olha o crioulão de roupa limpa e remendada, acompanhado de dois meninos de tênis branco, um mais velho e outro mais novo, mas ambos com menos de dez anos.
Os três atravessam o salão, cuidadosa mas resolutamente, e se dirigem para o cômodo dos fundos, onde há seis mesas desertas.
O rapaz de cabeça pelada vai ver o que eles querem. O homem pergunta em quanto fica uma cerveja, dois guaranás e dois pãezinhos.
– Duzentos e vinte.
O preto concentra-se, aritmético, e confirma o pedido.
– Que tal o pão com molho? – sugere o rapaz.
– Como?
– Passar o pão no molho da almôndega. Fica muito mais gostoso.
O homem olha para os meninos.
– O preço é o mesmo – informa o rapaz.
– Está certo.
Os três sentam-se numa das mesas, de forma canhestra, como se o estivessem fazendo pela primeira vez na vida.
O rapaz de cabeça pelada traz as bebidas e os copos e em seguida, num pratinho, os dois pães com meia almôndega cada um. O homem e (mais do que ele) os meninos olham para dentro dos pães, enquanto o rapaz cúmplice se retira.
Os meninos aguardam que a mão adulta leve solene o copo de cerveja até a boca, depois cada um prova o seu guaraná e morde o primeiro bocado do pão.
O homem toma a cerveja em pequenos goles, observando criteriosamente o menino mais velho e o menino mais novo absorvidos com o sanduíche e a bebida.
Eles não têm pressa. O grande homem e seus dois meninos. E permanecem para sempre, humanos e indestrutíveis, sentados naquela mesa.

Mais de Machado - Tarefa 9º ano A e 9º ano B

Pessoal, postem suas narrativas aqui - Comentários.
Atenção ao postar- Não se esqueçam de colocar nomes completos e , principalmente, a turma. As postagens serão aceitas até 25/02 para a turma 9º A (6ª feira) e para o 9ºB até (04/04) 6ª feira. 
Então, mãos à obra!


Um Apólogo
Machado de Assis

Era uma vez uma agulha, que disse a um novelo de linha:
— Por que está você com esse ar, toda cheia de si, toda enrolada, para fingir que vale alguma cousa neste mundo?
— Deixe-me, senhora.
— Que a deixe? Que a deixe, por quê? Porque lhe digo que está com um ar insuportável? Repito que sim, e falarei sempre que me der na cabeça.
— Que cabeça, senhora?  A senhora não é alfinete, é agulha.  Agulha não tem cabeça. Que lhe importa o meu ar? Cada qual tem o ar que Deus lhe deu. Importe-se com a sua vida e deixe a dos outros.
— Mas você é orgulhosa.
— Decerto que sou.
— Mas por quê?
— É boa!  Porque coso.  Então os vestidos e enfeites de nossa ama, quem é que os cose, senão eu?
— Você?  Esta agora é melhor. Você é que os cose? Você ignora que quem os cose sou eu e muito eu?
— Você fura o pano, nada mais; eu é que coso, prendo um pedaço ao outro, dou feição aos babados...
— Sim, mas que vale isso? Eu é que furo o pano, vou adiante, puxando por você, que vem atrás obedecendo ao que eu faço e mando...
— Também os batedores vão adiante do imperador.
— Você é imperador?
— Não digo isso. Mas a verdade é que você faz um papel subalterno, indo adiante; vai só mostrando o caminho, vai fazendo o trabalho obscuro e ínfimo. Eu é que prendo, ligo, ajunto...
Estavam nisto, quando a costureira chegou à casa da baronesa. Não sei se disse que isto se passava em casa de uma baronesa, que tinha a modista ao pé de si, para não andar atrás dela. Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou da linha, enfiou a linha na agulha, e entrou a coser.  Uma e outra iam andando orgulhosas, pelo pano adiante, que era a melhor das sedas, entre os dedos da costureira, ágeis como os galgos de Diana — para dar a isto uma cor poética. E dizia a agulha:
— Então, senhora linha, ainda teima no que dizia há pouco?  Não repara que esta distinta costureira só se importa comigo; eu é que vou aqui entre os dedos dela, unidinha a eles, furando abaixo e acima...
A linha não respondia; ia andando. Buraco aberto pela agulha era logo enchido por ela, silenciosa e ativa, como quem sabe o que faz, e não está para ouvir palavras loucas. A agulha, vendo que ela não lhe dava resposta, calou-se também, e foi andando. E era tudo silêncio na saleta de costura; não se ouvia mais que o plic-plic-plic-plic da agulha no pano. Caindo o sol, a costureira dobrou a costura, para o dia seguinte. Continuou ainda nessa e no outro, até que no quarto acabou a obra, e ficou esperando o baile.
Veio a noite do baile, e a baronesa vestiu-se. A costureira, que a ajudou a vestir-se, levava a agulha espetada no corpinho, para dar algum ponto necessário. E enquanto compunha o vestido da bela dama, e puxava de um lado ou outro, arregaçava daqui ou dali, alisando, abotoando, acolchetando, a linha para mofar da agulha, perguntou-lhe:
— Ora, agora, diga-me, quem é que vai ao baile, no corpo da baronesa, fazendo parte do vestido e da elegância? Quem é que vai dançar com ministros e diplomatas, enquanto você volta para a caixinha da costureira, antes de ir para o balaio das mucamas?  Vamos, diga lá.
Parece que a agulha não disse nada; mas um alfinete, de cabeça grande e não menor experiência, murmurou à pobre agulha: 
— Anda, aprende, tola. Cansas-te em abrir caminho para ela e ela é que vai gozar da vida, enquanto aí ficas na caixinha de costura. Faze como eu, que não abro caminho para ninguém. Onde me espetam, fico. 
Contei esta história a um professor de melancolia, que me disse, abanando a cabeça:
— Também eu tenho servido de agulha a muita linha ordinária!

Texto extraído do livro "Para Gostar de Ler - Volume 9 - Contos", Editora Ática - São Paulo, 1984, pág. 59.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Receita de Ano Novo - Carlos Drummond de Andrade

                 Alunos do oitavo ano, nós trabalhamos em sala de aula somente a última estrofe deste belíssimo poema de Drummond. Conheçam o restante deste convite, em forma de obra de arte.


Receita de ano novo

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

TODO MUNDO, ALGUÉM, QUALQUER UM E NINGUÉM

TODO MUNDO, ALGUÉM, QUALQUER UM E NINGUÉM:

"Que conta a história de  quatro  pessoas: Todo mundo, Alguém, Qualquer um e Ninguém. Onde havia um grande trabalho a ser feito e Todo Mundo tinha certeza de que Alguém o faria.

Qualquer Um poderia tê-lo feito, mas Ninguém o fez.

Alguém se zangou porque era um trabalho de Todo Mundo. 
Todo Mundo pensou que Qualquer Um poderia fazê-lo, mas Ninguém imaginou que Todo Mundo deixasse de fazê-lo.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Tarefa 9º ano A

Obs.: Postar comentários críticos sobre as charges até 15/02 (3ª feira)!

a)

 b)

A vergonha - Texto atribuído a Luís Fernando Veríssimo

Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço. A décima (está indo longe) edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência. Dizem que Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB 10 é a pura e suprema banalização do sexo. Impossível assistir ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros… todos na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterosexuais. O BBB 10 é a realidade em busca do IBOPE. Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB 10. Ele prometeu um “zoológico humano divertido” . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.
Se entendi corretamente as apresentações, são 15 os “animais” do “zoológico”: o judeu tarado, o gay afeminado, a dentista gostosa, o negro com suingue, a nerd tímida, a gostosa com bundão, a “não sou
piranha mas não sou santa”, o modelo Mr. Maringá, a lésbica convicta, a DJ intelectual, o carioca marrento, o maquiador drag-queen e a PM que gosta de apanhar (essa é para acabar!!!). Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo. Eu gostaria de perguntar se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.
Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente,
chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis? São esses nossos exemplos de heróis?
Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros, profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores), carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor e quase sempre são mal remunerados.. Heróis são milhares de brasileiros que sequer tem um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir, e conseguem sobreviver a isso todo santo dia.
Heróis são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna.
Heróis são inúmeras pessoas, entidades sociais e beneficentes, ONGs, voluntários, igrejas e hospitais que se dedicam ao cuidado de carentes, doentes e necessitados (vamos lembrar de nossa eterna heroína Zilda Arns).
Heróis são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada meses atrás pela própria Rede Globo.
O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral. São apenas pessoas que se prestam a comer, beber, tomar sol, fofocar, dormir e agir
estupidamente para que, ao final do programa, o “escolhido” receba um milhão e meio de reais. E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a “entender o comportamento humano”. Ah, tenha dó!!!
Veja o que está por de tra$$$$$$$$$$$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão. Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse
dedicada a programas de inclusão social, moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros?
(Poderia ser feito mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores )
Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores. Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário
Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa…, ir ao cinema…, estudar… , ouvir boa música…, cuidar das flores e jardins… , telefonar para um amigo… , visitar os avós… , pescar…, brincar com as crianças… , namorar… ou simplesmente dormir. Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construído nossa sociedade.
Obs.: Não há confirmação de que são palavras de Luis Fernando Veríssimo.

Livros literários - Ensino fundamental

Caros alunos, estes são os livros selecionados que devem ser lidos no decorrer do I bimestre:
6º ANO:
AS AVENTURAS DE TONZÉ EM GOIÁS
AUTOR: MÍRIAN MORAIS/EDITORA: KELPS/LEART
VALOR: R$20,00 (À VENDA NA TESOURARIA DA ESCOLA)
7º ANO:
JOÃO-DO-FOGO O PEQUENO HERÓI ECOLOGISTA
AUTOR: BARIANI ORTENCIO/EDITORA: KELPS/LEART
VALOR: R$20,00 (À VENDA NA TESOURARIA DA ESCOLA)
8º ANO:
JOÃO-DO-FOGO E PIMENTINHA NOVAS AVENTURAS
AUTOR: BARIANI ORTENCIO/EDITORA: KELPS/LEART
VALOR: R$20,00 (À VENDA NA TESOURARIA DA ESCOLA)
9º ANO:
DR. LIBÉRIO O HOMEM DUPLO
AUTOR: BARIANI ORTENCIO/EDITORA: KELPS/LEART
VALOR: R$20,00 (À VENDA NA TESOURARIA DA ESCOLA